Dicas de Saúde

Doenças da Terceira Idade

A população brasileira está envelhecendo, o numero de pessoas com mais de 60 anos tem crescido com o passar dos anos. A expectativa de vida também tem aumentado, o que faz necessário a assistência tanto de profissionais qualificados quanto a assistência da própria família, para melhor qualidade de vida do idoso.

O Mal de Alzheimer e o Mal de Parkinson são dois dos transtornos mais comuns na terceira idade, que exigem além da assistência de profissionais e da família, um pouco de conhecimento.


Mal de Alzheimer

É uma doença degenerativa cerebral que causa a perda de habilidades neurológicas fundamentais, como pensar, memorizar e raciocinar. Seu avanço é progressivo e na maioria dos casos, tem inicio a partir dos 65 anos.

A doença tem progressão lenta (entre 5 e 20 anos) e os sintomas vão se agravando com o passar do tempo.

* Primeira fase: A perda de memória de curto prazo (dificuldade em lembrar fatos acontecidos recentemente) é o sintoma primário mais evidente. Pode ser erroneamente relacionado com o envelhecimento ou estresse. Outros sintomas comuns são a apatia, desorientação de tempo e espaço. Quanto mais cedo os sintomas forem percebidos, maiores são as chances de diagnóstico e a eficiência do tratamento.

* Segunda fase: Aumenta a dificuldade em reconhecer e identificar objetos e executar movimentos. As memórias mais antigas do paciente ainda não são prejudicadas, somente as de curto prazo. Ocorre diminuição do vocabulário e dificuldade na fala devido a problemas de linguagem.

* Terceira fase: A dificuldade na fala torna-se evidente por não se lembrar do vocabulário. Aos poucos, ocorre perda da capacidade de ler, escrever e realizar tarefas simples, o paciente começa a não reconhecer parentes e amigos, perdendo também as memórias de longo prazo. Apatia, irritabilidade e instabilidade emocional são manifestações comuns, chegando ao choro e ataques inesperados de agressividade.

* Quarta fase: Na etapa terminal, o paciente é totalmente dependente das pessoas que cuidam dele. A linguagem se reduz a simples frases, palavras isoladas, até a perda da fala. Mas apesar da perda de linguagem verbal, os pacientes podem compreender e responder com sinais emocionais. Há regressão de massa muscular e mobilidade, o paciente fica acamado e perde também a capacidade de comer sozinho. Apresenta incontinência urinária e fecal e, por fim, vem a morte. A morte em si não é causada pelo Mal de Alzheimer, mas por doenças oportunistas que o corpo não consegue combater.

Tratamento: consiste em retardar os sintomas da doença, reduzindo a velocidade de progressão da doença através de medicamentos, melhorando a memória e estabilizando o comportamento. O tratamento não promove cura, apenas retarda os efeitos do Mal de Alzheimer.

Prevenção: Não há como adotar medidas preventivas. Pesquisas apontam que hábitos saudáveis, alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos regulares diminuem a possibilidade de ocorrer a doença futuramente. Além do sedentarismo, fatores de risco para a doença seriam o tabagismo, hipertensão arterial, níveis elevados de colesterol, triglicerídeos e glicose no sangue. Realizar leitura diária, trabalhos que estimulem a mente, tocar instrumentos

musicais e manter vida social ativa, por exemplo, são atividades que mantém o cérebro estimulado e podem reduzir o risco do desenvolvimento do Alzheimer.


Mal de Parkinson

É uma doença degenerativa neurológica, causa alterações motoras como tremores, lentidão nos movimentos, desequilíbrio, rigidez muscular, alterações na fala e na escrita. Como o Alzheimer, tem avanço progressivo e o tratamento visa diminuir a velocidade do processo degenerativo. Afeta pessoas por volta dos 60 anos, raros são os casos que ocorrem antes disso. Não é uma doença fatal nem contagiosa.

O Mal de Parkinson é caracterizado pela destruição de neurônios que produzem dopamina, um neurotransmissor relacionado ao controle dos movimentos do corpo. Com a destruição dos neurônios, a quantidade de dopamina no sistema nervoso central diminui, provocando um distúrbio irreversível no controle de movimentos, já que os neurônios não se regeneram.

Os sintomas podem ser divididos em:

1. Sintomas motores

· Tremores: ocorrem nas mãos, braços e pernas, principalmente com o paciente em repouso. Melhora ao movimentar o membro, o que diferencia o tremor do Parkinson do tremor causado por outras doenças.

· Bradicinesia: é a movimentação mais lenta, que é o sintoma mais incapacitante. Causa cansaço, fraqueza muscular e sensação de falta de coordenação motora. Tarefas simples tornam-se difíceis.

· Rigidez muscular: Inicia-se somente de um lado, generalizando de acordo com a progressão da doença. A sensação é como se os músculos estivessem presos, com limitação dos movimentos e dor. Um dos sinais típicos é a perda do balançar dos braços enquanto se anda.

· Instabilidade muscular: a perda do equilíbrio ao andar ou permanecer em pé ocorre em fases avançadas da doença, provocando quedas freqüentes.

· Outros sintomas: perda da expressão facial (expressão apática); redução do ato de piscar os olhos; alterações na fala; aumento da salivação; visão borrada; incontinência urinária; alteração da caligrafia.

2. Sintomas não-motores

Sono irregular, demência, depressão, ansiedade, memória fraca, alucinações, psicose, perda do olfato, constipação intestinal, dificuldade para urinar, impotência sexual, raciocínio lento, apatia.

Tratamento medicamentoso: controla os sintomas efetivamente, simulando a ação da dopamina no cérebro. Não há cura.


Tratamentos complementares:

* Fisioterapia: para reeducação e manutenção da atividade física, melhorando também o estado psicológico do paciente. Os exercícios físicos conservam a atividade muscular e flexibilidade articular.

* Terapia ocupacional: para orientar o paciente e a família no sentido de facilitar as atividades da vida diária, indicar condutas que dêem independência para a higiene pessoal e até mesmo para reinserção na atividade profissional.

* Fonoaudiologia: para ajudar o paciente a manter uma fala compreensível e bem modulada. Os problemas com a fala ocorrem pela falta de coordenação e redução do movimento dos músculos que controlam os órgãos responsáveis pela produção de sons.

Tanto no Mal de Alzheimer quanto no Mal de Parkinson, o papel da família é imprescindível para a convivência com a doença.

No Mal de Alzheimer, que o paciente é completamente dependente das pessoas que cuidam dele, a família deve estar preparada para uma grande sobrecarga em termos emocionais, psicológicos, físicos e financeiros.

No Mal de Parkinson, a família é o suporte do paciente que ele consiga conviver com a doença, para que ele siga o tratamento e para que ele mantenha a sua auto-estima. A família deve oferecer ao máximo as condições físicas e emocionais para que o paciente tenha carinho, atenção, compreensão, afeto, auto-estima elevada e principalmente qualidade de vida.

Fonte: Saúde em Foco – Doenças da Terceira Idade – Santa Cruz

Para saber mais sobre o Mal de Alzheimer, acesse o site da Associação Brasileira de Alzheimer (www.abraz.com.br).

Para saber mais sobre o Mal de Parkinson, acesse o site da Associação Brasil Parkinson (www.parkinson.org.br).

E a Farmácia Carol, através da Farmácia Popular (programa do Governo Federal), vem prestar a assistência devida aos pacientes do Mal de Parkinson e Alzheimer.

Alguns medicamentos para o tratamento do Mal de Parkinson e fraldas geriátricas estão na lista do programa, no sistema de copagamento:

Carbidopa 25mg + Levodopa 250mg

Cloridrato de benserazida 25mg + Levodopa 100mg

Cloridrato de benserazida 25mg + Levodopa 100mg (ação prolongada)

Fralda Geriátrica

Fralda Geriátrica Noturna

Traga a sua receita atualizada e seu CPF.

Farmácia Carol, é mais saúde.





Medicamentos Gratuitos – Farmácia Popular


Diabetes:

* Metformina 850 mg comprimido

* Metformina 500 mg comprimido

* Metformina 500 mg comprimido (ação prolongada)

* Glibenclamida 5 mg comprimido

* Insulina humana NPH

* Insulina humana Regular

Hipertensão:

* Atenolol 25 mg comprimido

* Captopril 25 mg comprimido

* Propranolol 40 mg comprimido

* Hidroclorotiazida 25 mg comprimido

* Losartana Potassica 50 mg comprimido

* Enalapril 10 mg comprimido

Medicamentos do Sistema de Copagamento – Farmácia Popular

(O paciente paga uma parte do medicamento e o Governo Federal paga o restante)


Anticoncepção:

* Acetato de Medroxiprogesterona 150 mg injetável

* Etinilestradiol 0,15 mg + Levonorgestrel 0,03 mg comprimido

* Noretisterona 0,35 mg comprimido

* Valerato de Estradiol 50 mg/mL + Enantato de Noretisterona 5 mg/mL

Asma:

* Brometo de Ipratropio 20 mcg/dose aerosol

* Brometo de Ipratropio 0,25 mg/mL gotas

* Beclometasona 200mcg/dose aerosol

* Beclometasona 250mcg/dose aerosol

* Beclometasona 50mcg/dose aerosol

* Salbutamol 100mcg/dose aerosol

* Salbutamol 5mg 10 mL gotas


Dislipidemia:

* Sinvastatina 10 mg comprimido

* Sinvastatina 20 mg comprimido

* Sinvastatina 40 mg comprimido


Doença de Parkinson:

* Carbidopa 25mg + Levodopa 250mg comprimido

* Cloridrato de benserazida 25mg + Levodopa 100mg comprimido

* Cloridrato de benserazida 25mg + Levodopa 100mg comprimido (ação prolongada)


Glaucoma:

* Maleato de Timolol 0,5% colirio 5 mL


Osteoporose:

* Alendronato de sódio 70 mg comprimido


Rinite:

* Budesonida 32mcg/dose suspensão nasal

* Budesonida 50mcg/dose suspensão nasal